sexta-feira, 2 de setembro de 2011

...!


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Souvenir legal:

Mais do que penalizar o enriquecimento ilícito, devia pensar-se era em criminalizar o empobrecimento ilícito...

Inesgotável desajuste:


Souvenir auspicioso:

Nascemos sós. Vivemos sós. Morremos sós.

Apenas através do amor e da amizade conseguimos criar a ilusão de que não estamos sós.

Porque é esse devaneio que dá valor ao nascimento, à vida e à morte.

domingo, 28 de agosto de 2011

...!


"Synecdoche, New York", by Chalie Kaufman (2008)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Inesgotável excerto literário:

"Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos."


José Saramago - Cadernos de Lanzarote

Souvenir fiel (à realidade):


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Inesgotável apetite:



Não percebo o conceito de

cozinhar as sobras das refeições.

Talvez porque, quando começo a comer,

nunca sobra nada...

Souvenir irónico #1:



Em 2007, a Câmara de Viana do Castelo adquiriu a praça de touros local por uma quantia choruda, como todas as aquisições públicas.


Em 2009, o município transformou-se na primeira "cidade anti-touradas" de Portugal, e a lucrativa agenda de exploração da praça de touros foi cancelada.


Em 2011, a praça, bem como toda a área envolvente, está a degradar-se, entregue a ninguém, depois de tão grande investimento.


Oh como fico feliz por pagar impostos!...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Inesgotável frase:




"Já passou."

Regra geral, quando nada há a dizer, ou quando não se pretende perder tempo a ouvir a outra pessoa, um "já passou", meia dúzia de palmadinhas nas costas, seguidos de um "vai correr bem", e "tu és especial", ou "não fales mais nisso" servem para empacotar o que um abraço fraterno curaria, ou o simples silêncio, num sincero "olha, não sei. mas estou aqui!"

"Já passou" é talvez uma das frases que raramente é utilizada na altura certa.

Em bom rigor, sabemos lá nós se, perante uma adversidade, a fase má se consumou por completo, ou se se avizinha pior. Ou mesmo se, aconteça o que acontecer, aquilo nunca vai passar e o mundo não regressará ao lugar.

É que há alturas em que, ainda que já tenha passado, a normalidade a que se chega é muito menos que uma refeição de sobrevivência, e o que nos tornámos, do outro lado do túnel, apenas uma sombra daquilo que seriamos, realmente.

Souvenir pessoal:




domingo, 21 de agosto de 2011

Inesgotável ódio de estimação #3:



A técnica masculina de insistência quando não há a mínima hipótese de sucesso.

Resulta, muito provavelmente,

do excesso de jogos de futebol visionados

na fase em que as hormonas ainda julgam habitar um herói:

a idade adulta.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Inesgotável descoberta:


"Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso dizer nada, a mão chega. Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega."

(António Lobo Antunes)


Ah grande Professor Mokambo, a tua atenta presença na minha vida é mais sólida que muitos edifícios...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Souvenir viciante:

FNAC,

o melhor que tenho na vida.

Inesgotável reunião de vontades:

Os lábios dele, sôfregos, a devorá-la.
Com tamanha beleza, caramba.
O corpo dela nas suas mãos, em suor e em palavras sussurradas - tão perfeitas.
Queriam-se.
E, naquele instante,
cúmplices,
tornaram-se eternos.

Souvenir do acordo ortográfico:

De fa(c)to, já não é preciso escrever correctamente.

De saia curta, então, muito menos...

...!

Qualitea time:


as tuas mãos confortáveis nas minhas dilacerantes cicatrizes,

num banho de leite e mel e amoras e mentol.

Com água morna a escaldar.

Ou à beira rio.

A fazer de conta que o futuro não mete medo.