After the party, and from now on until the nearest end...domingo, 17 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Inesgotável crise:
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Souvenir na estação de Metro:

Hoje ouvi o suspiro de uma senhora que lastimava o doloroso divórcio, devido a um insuportável vicio do marido.
Tabaco?
Jogo?
Adultério?
Dormir de meias???
Alcool?
Não...
Muito pior: caramelos de fruta do LIDL.
("É que volta e meia o caixote do lixo ficava cheio de casquinhas de rebuçado vazias. Um horror!!!")
Inesgotável desejo:
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Souvenir laboral (ou ai-que-nunca-um-estranho-me-disse-este-tipo-de-baboseiras):
domingo, 10 de maio de 2009
Inesgotável verdade:
Os homens:Ou são desligados,
indecisos,
inseguros,
mentirosos,
indiferentes,
complicados,
mulherengos,
deprimidos,
infantis,
traidores,
medrosos,
traumatizados,
calões,
infelizes
ou simplesmente palhaços…

…Ou então atiram-se para o chão aos guinchos, com a pele subitamente a explodir numa urticária aguda por terem medo de relações, jurando a pés juntos jamais terem capacidade para qualquer relacionamento para além do puramente platónico, mas que ficam logo saudáveis e de olhinhos arregalados perante uma “matrafona” com casaco de cabedal e pouco carácter, que se bamboleia até ao chão, por essas discotecas fora.
Souvenir "rumor has it":
Estamos numa altura de consumismo desenfreado.E as relações são o espelho disso mesmo.
Do “vamos estar juntos durante os 5 minutos de fogo de artificio”.
Por que outro motivo F andou com P, colega de trabalho oito anos mais nova, que rapidamente o deixou por um outro colega igualmente jovem, T, que desolou I (que à conta disso publicou um romance erótico auto-biográfico) por R, aluna de M, que quer F para descomprimir de um casamento falhado???
Anda tudo louco é o que é.
Ou então sou eu,
que vim de um outro planeta, onde não há acesso a telenovelas venezuelanas…
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Inesgotável figura de parva:

E depois de pensarmos que nos quer voltar a conquistar começamos a lembrar-nos de como tudo começou.
E até vacilamos por segundos.
(E não é que até me sentei na varanda, à espera de um e-mail...)
Mas depois pensamos na forma como nos tratou, e decidimos imediatamente que não é aquilo que queremos, de maneira nenhuma.
Por isso, aqui vai o aviso:
Estou trancada, a sete chaves, numa divisão blindada, à prova de som e armadilhada com TNT e arame farpado.
Vais perder tempo a tentar entrar.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Souvenir risonho:
No Alentejo,
um autocarro que transportava políticos chocou com uma árvore.
Pouco depois chegou um jornalista e perguntou a um alentejano que estava por ali com uma pá na mão:
- O Senhor viu o que se passou?
- Vi si senhór. O autocarro com os políticos espetou-se no chaparro.
- E onde estão os políticos?
- Enterrei-os!
- Mas, não estava nenhum vivo?
- Alguns diziam que sim, mas o Senhor sabe como são os políticos...
(Piada do recente camarada Dr.Giraldo.)
um autocarro que transportava políticos chocou com uma árvore.
Pouco depois chegou um jornalista e perguntou a um alentejano que estava por ali com uma pá na mão:
- O Senhor viu o que se passou?
- Vi si senhór. O autocarro com os políticos espetou-se no chaparro.
- E onde estão os políticos?
- Enterrei-os!
- Mas, não estava nenhum vivo?
- Alguns diziam que sim, mas o Senhor sabe como são os políticos...
(Piada do recente camarada Dr.Giraldo.)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Souvenir romântico (ou breve conjugação familiar):
A minha mãe deixou de acreditar no meu pai.
O meu pai deixou de acreditar em mim.
Eu deixei de acreditar no amor.
(E dizes tu que sou estranha?...)
O meu pai deixou de acreditar em mim.
Eu deixei de acreditar no amor.
(E dizes tu que sou estranha?...)
Inesgotável escape:
soube a pouco a minha aventura,
mas quando for crescida, e finalmente este semestre acabar e no trabalho aprovarem as minhas férias vou escolher a low-cost mais baratinha e o primeiro voo possível para longe.
mas quando for crescida, e finalmente este semestre acabar e no trabalho aprovarem as minhas férias vou escolher a low-cost mais baratinha e o primeiro voo possível para longe.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Souvenir em viagem:

"Viu que, quando as raízes se rompessem, não se poderia agarrar a nada, nem mesmo a si própria. Pois era ela própria o que ela agora ia perder.
(...)
Então virou a cara para o outro lado do abismo. Tentou ver através da escuridão. Mas só se via escuridão. Ela própria pensou: do outro lado do abismo está com certeza alguém.
E começou a chamar."
Sophia de Mello Breyner Andressen
in "A viagem", Contos exemplares
terça-feira, 31 de março de 2009
Inesgotável "à disposição de vossas excelências" (ou souvenir "como-o-macaco-gosta-de-banana...")
Não há nada mais básico do que um ajuntamento espontâneo de populares do sexo masculino frente ao quiosque do bairro para, entre guinchinhos de contentamento e depravação, bisbilhotar a capa de uma revista masculina.
Pois, para alegria e frenesim dos mesmos (e de outros tantos...), Portugal já tem a sua própria Playboy com mamas e outros afins lusitanos!
Duas coisas, no entanto, me parecem inacreditáveis:
Por um lado,
a algazarra que ainda existe com imagens repetitivas de mulheres ora debaixo do chuveiro a mostrar as mamas, ora a sair da piscina e a mostrar as mamas, ora a passear nua pelo jardim, com um ar inocente e angélico, estilo: "ai, meu Deus, quew ou muito me engano ou tenho as mamas à mostra!"...
Por outro lado,
apelidar-se de coragem o facto de se pagar as prestações da casa e das operações plásticas à conta de fotografias ousadas.
(Diz a rapariga que é uma simples modelo. Quer-me parecer que há uma palavrinha de 4 letras mais específica para caracterizar tal "simplicidade"!...)
A actual filosofia de vida contém-se apenas em duas perguntas:
(O que será que aconteceu às mulheres portuguesas de Abril, cujas filhas e netas são tão facilmente atraídas por um monstro chamado dinheiro?!!)
Pois, para alegria e frenesim dos mesmos (e de outros tantos...), Portugal já tem a sua própria Playboy com mamas e outros afins lusitanos!
Duas coisas, no entanto, me parecem inacreditáveis:
Por um lado,
a algazarra que ainda existe com imagens repetitivas de mulheres ora debaixo do chuveiro a mostrar as mamas, ora a sair da piscina e a mostrar as mamas, ora a passear nua pelo jardim, com um ar inocente e angélico, estilo: "ai, meu Deus, quew ou muito me engano ou tenho as mamas à mostra!"...
Por outro lado,
apelidar-se de coragem o facto de se pagar as prestações da casa e das operações plásticas à conta de fotografias ousadas.
(Diz a rapariga que é uma simples modelo. Quer-me parecer que há uma palavrinha de 4 letras mais específica para caracterizar tal "simplicidade"!...)
A actual filosofia de vida contém-se apenas em duas perguntas:
Why not?
How much???
(O que será que aconteceu às mulheres portuguesas de Abril, cujas filhas e netas são tão facilmente atraídas por um monstro chamado dinheiro?!!)
sexta-feira, 27 de março de 2009
Souvenires da semana:
quinta-feira, 26 de março de 2009
Inesgotável peso:
sexta-feira, 20 de março de 2009
Souvenires da semana:

Uma pessoa distrai-se e quando dá conta...
ZÁS-TRÁS!...
Passou o raio da semana...!
...! No(s) emprego(s) somos cada vez menos...
(Quer-me parecer que as entidades patronais querem brincar ao jogo da cadeira com os funcionários...)
...! Na faculdade, fui ontem fazer exame de direito Executivo, depois de ter sido gentilmente ameaçada via e-mail pela Secretaria que me proibiriam de o realizar se não regularizasse as propinas. (Logo eu, que sou cumpridora dos pagamentos!... Haja paciência...)
...! Na aula de Direitos Fundamentais a professora assistente encolerizou-se com uma aluna que referiu não dever ser eliminado do registo criminal os crimes de natureza sexual, dada a sua elevada taxa de reincidência por parte do agressor, e os danos causados à vítima.
"Inadmissível - comentou ainda a professora - pois à luz do nosso ordenamento jurídico não há prisões perpétuas, e o registo criminal se não fosse apagado funcionaria de igual modo, o que é altamente desproporcional. Se um homem violar aos 18 anos, aos 50 anos é livre."
(Pois, pois... muito justo senhora professora. Tão depressa se fala de luz do ordenamento jurídico como se evidencia a cegueira da Dona Justiça... Quanto à desproporcionalidade, talvez devesse ouvir o relato da mulher austríaca que viveu 24 anos na cave da própria casa para satisfazer os caprichos sexuais do pai...)
GRRRREEEE!!!
QUE SAUDADES DOS MARRETAS!...
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Inesgotável recorte de jornal:
"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
(...)
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
(...)
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas.
Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
(...)
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa."
Clara Ferreira Alves
(Crónica no "Expresso")
quinta-feira, 5 de março de 2009
Souvenir metereológico II:
I´m not crying...It´s just raining on my face!...
“Vou contar uma história.
Havia uma rapariga que era maior de um lado que do outro.
Cortaram-lhe um pedaço do lado maior:
foi de mais.
Ficou maior do lado que era dantes mais pequeno.
Cortaram.
Ficou de novo maior.
Tornaram a cortar.
Foram cortando e cortando.
O objectivo era este:
criar um ser normal.
Não conseguiram.
A rapariga acabou por desaparecer, de tão cortada dos dois lados.”
Herberto Hélder
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