Evoluir no trabalho ou mudar de emprego,
cultivar paciência e disciplina para o fim da licenciatura,
coragem para as perdas que se avizinham,
ter menos ataques de teimosia,
ir de viagem,
falar mais de Deus e da esperança que existe,
ter domínio das conversas interessantes,
Alzheimer para esquecer as conversas chatas e pseudo-intelectuais,
aprender italiano,
reciclar o francês,
apagar da lista telefónica os números das pessoas que já não fazem parte da minha vida,
pintar as unhas (como as meninas crescidas!),
não encher o mundo com as minhas dores
(bem bastam as dores do Mundo),
abraçar mais,
e sobretudo aquele ser especial tão atrofiado como eu,
deixar de prestar atenção às pessoas impossiveis
(ou às pessoas que não querem tornar-se possiveis),
acordar e avançar, sem olhar tanto para trás,
ir a uma aula de tango,
comprar um casaco vermelho,
visitar a minha avó,
tirar a carta de condução,
conhecer novos amigos,
manter os antigos,
arranjar médico de familia,
ser mais rigorosa no meu vegetarianismo,
aprender a assobiar,
tirar fotografias,
dizer NÃO,
dizer SIM mais vezes,
arrumar as dezenas de cadernos de rabiscos que acumulei durante duas décadas,
deitar fora coisas velhas e sem importância,
ouvir com atenção os outros,
ser mais confiante e optimista,
comer menos gulodices,
ler mais...
"inovar e criar para o nosso mundo se assemelhar mais a um Paraíso..."