domingo, 18 de abril de 2010

...!


Então parece que afinal não era uma ameaça.
Era uma constatação. Para ele. Está doente. E agora quer retomar o que nunca existiu. E brincar com o tempo. E com os afectos.




(Foto da prima Gigi.)

Souvenir pessoal:

Regressam as insónias.

Inesgotável vontade:





Voltar a dançar.
Que saudades...

sábado, 17 de abril de 2010

Souvenir meteorológico:


Diz que hoje a chuva amansa.
'Tá bem...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Inesgotável dia:

(Foto da primita Gigi.)

Beijinhos à entrada do escritório,
postais gratuitos,
e-mails aos outros departamentos,
dicionário na elaboração de parecer,
telefonema a tribunal,
VELÓRIO no local de trabalho.

O habitual, portanto!...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Souvenir caseiro:


Hoje é a minha mãe quem está a gramar o programa do Miguel Sousa Tavares.

Não pela entrevista, em si.
Não por gostar minimamente de política.
Mas porque está a tirar fotografias com o telemóvel ao Passos Coelho.

Inesgotável correcção:


Espaço físico: a minha rua.

Espaço temporal: entardecer de hoje, depois de eu ter passeado a minha cadela (e, o civismo assim me obriga, apanhado o seu "presentinho" com um saco da Câmara Municipal).

Protagonistas: eu e uma vizinha .

Testemunhas: a minha cadela e a filha adolescente da vizinha.

Episódio:
Vizinha - Que nojo, a passear aqui o cão! Eu devia de apresentar queixa na esquadra para a senhora ser multada.

Eu - Boa noite! Fique entao a saber que eu moro ali no numero 23. Porém, não é na esquadra, é na polícia municipal. Não é uma queixa, é uma denúncia. E não é uma multa, é uma coima. Já agora, e uma vez que a senhora é tão diligente, aproveite e esteja também atenta aos casos de violência contra familiares idosos no bairro, porque desde a alteração legislativa do Código Penal, em Fevereiro de 2009, são considerados violência doméstica. E aí, sim, vai à esquadra apresentar queixa. Tudo isto para lhe dizer que a LOLITA não é um cão, é uma cadela.

domingo, 11 de abril de 2010

Souvenir pedido:

Ele: Julgo que ainda não te dei nada como prenda de licenciatura.

Ela: Não tens de dar, ora essa...

Ele: Eu insisto, a sério. O que é que queres?

Ela: Hum, está bem... então quero o John Mayer.

Ele: O último CD?...

Ela: Não, não. "O" John Mayer.

Ele: Mas tu pensas que é só pedir, não?

Ela: Ah, desculpa. Quero o John Mayer, se-faz-favor.

Inesgotável conselho:

(imagem de MArc JAcobs)
Perante uma mulher...
1- Sempre que estiveres errado, admite.
2- Quando estiveres certo... cala-te.

domingo, 4 de abril de 2010

Souvenir patriótico:

A agricultura definha.
Desapareceu-se com as pescas.
Há pouco ou nenhum turismo.
Não se investe na cultura.
Não existe independência a nível energético.
As principais indústrias prosperam nas mãos de multinacionais estrangeiras.
Cresce o desemprego.
A população é envelhecida.
Há localidades ainda sem saneamento básico.
As barreiras arquitectónicas de acesso a pessoas portadoras de deficiências físicas permanecem, mesmo nos edifícios públicos, apesar de existir um extenso trabalho legislativo sobre o assunto.
Existem mais de 2 milhões de pobres.
O Presidente da República apela à capacidade de contenção e sacrificio, enquanto acumula com o seu salário de luxo (dos mais altos da UE) 2 ou 3 pensões.
O Primeiro Ministro, cuja sua fonte de redimento é (apenas?) o seu salário no Governo, é cliente da loja de vestuário masculino mais cara de Los Angeles, A Bijan, em Rodeo Drive, que vende pares de meias a 50 dólares e fatos a 50 mil dólares.
O Bastonário da Ordem dos Advogados (aquele que se mete em processos em que não é advogado, não tem as contas aprovadas na Ordem dos Advogados já por duas vezes e tem a maioria dos advogados contra ele) complica o acesso à profissão, introduzindo um exame de admissão à Ordem, que já foi judicialmente considerado inconstitucional.
Um consul honorário português, segundo a revista Der Spiegel meteu, impunemente, ao bolso 1,6 milhões de euros.
E depois há os corruptos, os pedófilos, os burlões, os agressores domésticos, os analfabetos e os mentirosos avulsos nos orgãos de soberania.
E a Maçonaria, no topo da Democracia, da Constituição da República e do Estado de Direito.
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(A partir de agora, aguardo
uma cabeça de cavalo nos lençóis da minha cama...)

sábado, 3 de abril de 2010

Inesgotável confidência:

Souvenir encaixotado:

Enquanto organizava os apontamentos e papeladas que acumulei durante os anos de licenciatura, (re)encontrei uma caixinha verde, cheia de rabiscos hebraicos, fotografias tipo passe com sorrisos, esboços de desenhos e utopias num caderno com um caracol na capa...

Incrivel como durante tanto tempo procurei por aquela caixa e só quando a julgava perdida (ou no lixo, depois de algum ataque meu de raivinha - que tenho vários!!!) é que a achei.

Deveria concluir com este episódio que a vida só nos dá o que pedimos, e queremos, quando menos esperamos.

Na verdade, apenas concluo que tenho de fazer mais vezes limpeza ao quarto!...

Inesgotável elegância masculina:

(Imagem daqui.)
Véspera de feriado.
Hora de ponta em Lisboa.
Carruagem do metro a parecer lata de sardinhas.
Senhor de fato, não muito novo, a cortar as unhas.
Rapaz de t-shirt pergunta as horas a rapariga carregada de livros.
Rapariga carregada de livros responde que não sabe.
Rapaz de t-shirt exclama, como quem vende óculos de marca contrafeita, "e sexo, queres?".
Rapariga imagina que lança pilinha de rapaz para uma trituradora de papel.
Senhor de fato indigna-se: Há com cada porco!...
(Enquanto limpa a unha do dedo mindinho esquerdo - que ficou, propositadamente, por cortar.)

Souvenir poético:

"Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todos os dias.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todos os dias.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres mais medo de morrer.

E então serás eterno."
(Cecília de Meireles)

domingo, 28 de março de 2010

Inesgotável contabilidade:

"O ren­di­mento de mi­lhão e meio de euros
au­fe­rido no ano de 2009
pelo então ad­mi­nis­trador da Por­tugal Te­lecom,
Rui Pedro So­ares,
daria para pagar o Sa­lário Mí­nimo a al­guém a Re­cibos Verdes
du­rante 280 anos..."

Versão integral AQUI.

sábado, 27 de março de 2010

Souvenires do novo emprego:




...! Conheci o meu escritor preferido de infância.

...! Tenho um gabinete com vista para um prédio
onde um dos moradores pendura a sua
gigantesca roupa interior no quadro da bicicleta.

...! Recebi doze manuais, um Código de Direito do Autor e dos Direitos Conexos actualizado e uma agenda nova para marcações de processos.

...! ZERO insónias:-)

Inesgotável solução:


Quanto a mim, certos problemas da actualidade seriam facilmente resolvidos se os institutos de pesquisa científica começassem a substituir os ratinhos de laboratório por políticos.
Por um lado, porque existem mais políticos no Mundo que ratos.
Por outro, porque os cientistas ficam emocionalmente menos apegados aos políticos.
Além disso, as instituições que defendem os direitos dos animais são a favor desta troca.

E, digam o que disserem, os políticos são mais parecidos com os humanos que os ratos!!!

sábado, 20 de março de 2010

Souvenir histórico:



A partir de 22 de Março de 2010, haverá uma jurista do sexo feminino chamada Z...!

domingo, 14 de março de 2010

Inesgotável manual do sucesso profissional:

1- Reservar 8 horas diárias para trabalhar.
2- Reservar 8 horas diárias para dormir.

3- Tentar que não coincidam!...

Souvenir festivo:

Ao som de Patrick Watson e do Legendary Tiger Man realizou-se, finalmente, o primeiro convívio pós-licenciatura!
Saí para um jantar de bacalhauzada às 20h e cheguei, pela primeira vez na vida, às 6h a casa...

...depois de muitas gargalhadas,
postais com mimos e desenhinhos,
divulgação de fotos minhas em bébé,
oferta de livros,
mímica,
uma orquidea para a minha mãe,
um anel lindo que não me servia,
dois copos partidos,
discurso de agradecimento,
a torta da Maria Albertina e a famosa combinação de salada de fruta com gelado,
uma nova amizade,
e... (cereja no topo do bolo!) garganta arranhada e perda de dignidade ao cantar o "Imagine" do Jonh Lennon, o "Like a Virgin" da Madonna e a Macarena (com coreografia e dezenas de fotos a comprovarem!).
Senti que a minha vida ficou suspensa por um fio invisívil de ternura e optimismo.
Estou ainda a flutuar.
(Mas talvez se deva ao facto de me ter levantado às 8h para trabalhar, com a cabeça pesada como um elefante, fruto de dois vodckas laranja e de uma garrafa de Porta da Ravessa. Tinto. Relíquia de 2004.)